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Obra "‘Balbúrdia’, Democracia e Inclusão Social" é lançada e levanta debate sobre diversidade dentro da universidade

  • Publicado: Sexta, 29 de Julho de 2022, 10h19
  • Última atualização em Segunda, 01 de Agosto de 2022, 11h44
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lanaçamento balburdia

Durante a primeira aula do curso de extensão "Gênero e Diversidade Sexual", ministrada pelo prof. Dr. Jerônimo Silva, da Faculdade de Educação do Campo (Fecampo), ocorreu a cerimônia de lançamento do livro "‘Balbúrdia’ Democracia e Inclusão Social”. A obra procura dar visibilidade à diversidade dentro da universidade e mostrar que a pluralidade produz ciência. A mesa de lançamento foi composta pelos escritores e organizadores do livro, além da presença de Emmanuel Wambergue e da discente do curso de Direito, Rotokwy Airomkenti Valdenilson que escreveram artigos para o livro.

Os organizadores do livro, Jeronimo da Silva, Naurinete Fernandes, Reginaldo Cerqueira e Maria Cristina Alencar, deixaram suas falas de satisfação em ver o projeto lançado e falaram da importância do trabalho desenvolvido em parceria com o Núcleo de Ações Afirmativas Diversidade e Equidade (Nuade). Reginaldo falou sobre o método de investigação para a construção de sua participação no livro e procurou problematizar a diversidade sexual e de gênero dentro da Unifesspa.

Para isso, fez uma análise dos documentos oficiais, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e os projetos pedagógicos dos cursos de graduação. “O que liga todos esses textos aqui que é uma concepção ainda antiga, que tenta criar espécie uma de essencialismo em relação ao ser feminino e ao ser masculino é uma concepção biologizante das identidades, de ser homem de ser mulher que implicam, primeiro a negação de corpos de pessoas LGBTQIA+”, disse o professor da Faculdade de História.

A professora Maria Cristina falou sobre a prática da escrita e o processo de ler, revisar e debater a obra com os demais membros da equipe, mas no final o resultado agradou a todos. “O processo de escrita é sempre trabalhoso, mas é um resultado que vem deixando a gente muito feliz como esse trabalho lindo”, pontuou a docente da Fecampo. O agrônomo pesquisador francês Emmanuel Wambergue, também conhecido pela comunidade Unifesspa como “Manu”, fez uma pequena retrospectiva das mudanças em prol dos estudantes indígenas, quilombolas e assentados dentro da universidade.

Ele relembrou a criação do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e da Educação do Campo e a importância da existência desses projetos para garantir o direito de acesso ao ensino superior. “Uma universidade que consegue um curso de educação do campo pela pedagogia de alternância, e é oficial, está iniciando o nosso território, porque só pedra e só trabalho não é suficiente, então o grande desafio agora é de montar nosso território, nosso território da nossa riqueza, nós também queremos da terra, mas também queremos montar nosso território dentro da universidade”, disse o pesquisador.

A discente Rotokwy falou do desafio superado e o sentimento de realização em elaborar um trabalho para livro e, assim, ajudar os companheiros dentro da universidade. “Se realiza através desse livro de olhar essa imagem e se sentir representada, de saber que eu, outros colegas, e todos os organizadores passamos por aqui, mas não passamos despercebidos. É uma luta desde o início que a gente entrou na instituição. Dizíamos que a universidade não foi de fato preparada para os indígenas, mas se tivemos a oportunidade de entrar vamos mostrar que a gente está aqui e fazer desse lugar nosso território”, afirmou. 

O professor Jerônimo Silva, que já esteve na coordenação do Nuade, foi quem pensou no nome do livro como uma resposta aos cortes e ataques que a universidade vinha sofrendo. Sua escrita no livro busca mostrar o que a universidade tem feito por meio de ações afirmativas, mostrando a diversidade que estuda nos campi da Unifesspa. “A gente pede que esse livro possa gerar outros frutos e que também cada vez mais produza mais volumes, mais material, e se amplie o diálogo com a comunidade e enfim, possa contribuir com o desenvolvimento regional”, disse. Após os pronunciamentos, exemplares do livro foram sorteados aos participantes do curso Gênero e Diversidade Sexual e para outros convidados.  

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