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Festival CineFront mostra o cinema como arma de transformação social

  • Publicado: Sexta, 16 de Abril de 2021, 12h21
  • Última atualização em Sexta, 16 de Abril de 2021, 20h51
  • Acessos: 255

abertura cinefrontTeve início, na tarde da última quinta-feira (15), a 6ª edição do Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira (FIA Cinefront). Organizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis (Proex) da Unifesspa, em parceria com movimentos sociais e outras entidades da sociedade, o evento contará, nos próximos 30 dias, com uma extensa programação. O festival tem como temática central a realidade de regiões consideradas de fronteiras, como a Amazônia, seus conflitos, riquezas e desafios. A grande novidade desta edição, é que as exibições acontecerão na plataforma streaming cinefront.org

A mesa de abertura oficial, intitulada “O cinema é nossa Arma!”, teve a participação do reitor da Unifesspa, prof. Francisco Costa. “O CineFront retrata as dificuldades e os problemas que nós, amazonidas, enfrentamos. Marcado por violência e conflitos, a luta pela terra e o menor IDH, o Sul e o Sudeste do Pará concentram tantas tristezas e tantas riquezas, mas permanece firme na luta por direitos. Como universidade, não poderíamos deixar de ser parceiros deste evento”, declarou.

Evandro Medeiros, curador e um dos idealizadores do festival, defende que “o papel do CineFront é mostrar aquilo que a sociedade tende a esconder, como os casos de escravidão contemporânea, a resistência e a necessidade de reinvenção frente aos momentos de tragédia”. Sobre a luta pela terra, Ayala Ferreira, representante do Movimento Sem Terra (MST), relembrou os 25 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e reforçou a importância da construção de uma sociedade mais igual e sustentável.  

A abertura contou, ainda, com as presenças de Antônio Botelho, o “Botelhinho”, da Associação dos Artistas Visuais do Sul e Sudeste do Pará (ARMA), e do grupo de música experimental “Handpan Amazônico”, formado por Dawson Marinho, Vinícius Silva e Rodrigues Silva. Em seu pocket show, eles trouxeram o “Arsenal poético literário”, encontro entre o curioso instrumento sueco e os sons amazônicos. A apresentação foi feita pela coordenadora de Cultura da Proex e grande entusiasta do Festival, Claudiana Guido,

homenagem purezaOutro destaque da noite foi a homenagem à Pureza Lopes de Loyola, cuja vida de luta contra o trabalho escravo contemporâneo inspirou o filme "Pureza", que abriu o festival. Rodado em Marabá, o longa-metragem é inspirado na história de Pureza, uma mãe que, após 6 meses sem notícias do seu filho que havia ido em busca de garimpo no sul do Pará, sai de Bacabal no Maranhão, com a roupa do corpo e poucas economias dentro da bolsa, em sua procura.

Ao refazer o caminho de Abel, ela acaba se deparando com um sistema de trabalho escravo em fazendas do Pará. Testemunha do tratamento brutal dado aos trabalhadores, suas denúncias desencadeiam um processo de mobilização do Estado brasileiro que liberta milhares de trabalhadores da situação da “escravidão moderna” ou “escravidão por endividamento.

Com a participação do diretor do filme, Renato Barbiere, da atriz Dira Paes, da representante da Comissão Pastoral da Terra, Rose Bezerra, do artista Marcone Moreira e com a participação poética musical de artista maranhense Lília Diniz. Diretor e atriz não economizaram nas palavras em elogios a homenageada. “O filme foi um presente. Pureza é uma contadora de história, sabe contar o que sentiu, o que passou. Eu sabia que tinha que ter a Pureza dentro de mim para contar as histórias de uma heroína, a trajetória de uma heroína, uma heroína viva!”, declarou Dira.

O CineFront recebeu incentivo da Lei Aldir Blanc, uma vitória para o setor cultural, um dos mais impactados pela pandemia da COVID 19. O Festival fica em cartaz até dia 15 de maio, na plataforma streaming cinefront.org.  Pureza fica em cartaz está sexta-feira (16), às 20h. Além da disponibilização de vários filmes, também já está disponível a Exibição Fotográfica do artista paraense Miguel Chicaoka. Os amantes da sétima arte também poderão se inscrever em mini-cursos e oficinas. Maiores informações, acesse https://sigeventos.unifesspa.edu.br/evento/MOFC2021

 

*Com informações dos estudantes da Faculdade Comunicação da Unifesspa

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