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Covid-19: Relatório científico de janeiro aponta piora da pandemia na região e aumento nas taxas de letalidade

  • Publicado: Sexta, 19 de Fevereiro de 2021, 11h47
  • Última atualização em Sexta, 19 de Fevereiro de 2021, 15h46
  • Acessos: 327

comite monitoramentoO panorama de novos casos da Covid-19 no estado do Pará indica razoável piora da pandemia se comparado ao mês de dezembro do ano passado. É o que aponta o Relatório Técnico referente ao mês de janeiro de 2021, do Comitê Científico de Monitoramento da COVID-19 da Unifesspa, divulgado nesta sexta-feira (19). Confira aqui o relatório. 

De acordo com o documento, as semanas epidemiológicas incluídas no mês de janeiro, de forma geral, apontam para um agravamento da condição sanitária em decorrência de viagens e festas de fim de ano. Como o relatório anterior fez menção, é possível acompanhar a relação entre demografia e aparecimentos de novos casos/mortes.

Revelou-se mais preocupante a região metropolitana de Belém, um agravamento muito superior aos índices mais recentes. A região denominada Baixo Amazonas pela Sespa também registrou focos significativos no aumento do número de casos, índices muito semelhantes às regiões Carajás e Araguaia. Já é possível dizer que se trata de uma permanência com agravamento das condições nessas regiões destacadas.

Pressão mais intensa, no entanto, se observa no Baixo Amazonas, obviamente, pela proximidade territorial com a crise enfrentada no Amazonas. Áreas mais densamente povoadas como Santarém (Baixo Amazonas, 50 leitos de UTI) e Altamira (pertencente à região do Xingu, com 20 leitos de UTI) preocupam pela baixa capacidade de resposta do sistema de saúde do Estado somado aos descuidos com medidas de proteção e distanciamento social.

Região Sul e Sudeste - Em janeiro, foi observado o crescimento do número de casos de Covid-19 no Pará, na região Sul e Sudeste do Pará e nos municípios dessa série. Com exceção de São Félix do Xingu, todos os outros municípios registraram aumento no número de casos. A respeito dos óbitos, apenas Xinguara não registrou a ocorrência de mortes em função do novo coronavírus.

Os dados registrados no mês de janeiro de 2021 evidenciam uma piora da situação da pandemia de Covid-19 nos municípios aqui analisados, em comparação com o mês anterior. Com exceção de São Félix do Xingu, todos os outros municípios registraram aumento no número de casos novos de infectados pelo novo coronavírus. Neste aspecto, o destaque negativo fica para Marabá, com 772 novos casos em janeiro.

A respeito dos óbitos, todos os municípios, com exceção de Xinguara (assim como em dezembro de 2020), registraram a ocorrência de mortes em função da Covid-19. Por mais um mês o destaque negativo fica para Marabá, com 32 óbitos. Este é o maior número de óbitos registrados em um único mês em Marabá desde junho de 2020.

Ainda sobre o caso de Marabá, é possível afirmar, a partir da série de relatórios produzidos pelo Comitê, que nos últimos três meses (novembro/2020; dezembro/2020 e janeiro/2021) houve um constante aumento no número de casos e mortes. O aumento do número de casos e de óbitos teve impacto nas taxas de mortalidade e de letalidade apresentadas nos municípios. Com exceção de Xinguara, onde não houve óbitos, a taxa de mortalidade subiu em todos os demais municípios.

Neste aspecto, o aumento mais significativo ocorreu em Marabá, onde a taxa passou de 82,53 para 94,15 óbitos a cada 100 mil habitantes. A respeito da taxa de letalidade, que representa o número de óbitos por Covid-19 em relação ao total de casos confirmados da doença, houve aumento no mês de janeiro em Marabá e São Félix do Xingu. Para esses dois municípios, a taxa de letalidade do mês de janeiro de 2021 é a maior já registrada desde agosto de 2020, quando os pesquisadores iniciaram a produção de relatórios mensais.

Assim, ao verificar o aumento do número de casos e de óbitos na maioria dos municípios com campi da Unifesspa, bem como o registro recorde da taxa de letalidade em Marabá e São Félix do Xingu e a persistência do aumento de casos e óbitos em Marabá nos últimos três meses, o Comitê de Monitoramento ressalta que a situação da pandemia em nossa região não demonstra sinais de melhoria, o que requer a manutenção e ampliação de medidas que visem diminuir a circulação do vírus.

Recomendações - O Comitê de Monitoramento recomenda reforçar as medidas de prevenção e de segurança sanitária para diminuir as aglomerações. A população precisa estar consciente do agravamento da pandemia e do iminente colapso do sistema de saúde.

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