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Grupo de teatro abre inscrições para oficina na Unifesspa; espetáculo será apresentado em Marabá

  • Publicado: Sexta, 09 de Agosto de 2019, 15h42
  • Última atualização em Segunda, 12 de Agosto de 2019, 22h36
  • Acessos: 848

GuerrilheirasA peça “Para a terra não há desaparecidos”, com direção de Georgette Fadel, inspirada na história das 12 mulheres mortas na Guerrilha do Araguaia, será apresentada em Marabá, no Cine Marrocos, em duas sessões: dias 14 e 15 de agosto, às 20h. E, em parceria com a Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), realizará uma oficina de teatro gratuita, nos dias 13 a 15 de agosto, com o objetivo de compartilhar as experiências cênicas realizadas na montagem da peça, com o recorte na criação de experiências performáticas da morte como estado de hiperpresença.

A oficina será desenvolvida com treinamentos físicos e em debates que envolvem a consciência corporal para maior percepção de si e do corpo, e ampliação dos limites expressivos; técnicas de dança afro, trabalhando a energia agregada ao movimento, no enraizamento ativo dos pés no solo e na consciência do centro da coluna vertebral; sentimentos, corpo e ação; relação com espaço; história, mito, encantados e entidades; canto como via de transição; ampliação da escuta e visão; e Aliança e Alteridades.

As inscrições serão por meio de um formulário eletrônico, acesso no link https://bit.ly/2ZMATEH, e as atividades, ministradas por Mafalda Pequenino e Gabriela Cunha, serão desenvolvidas na Unidade I da Unifesspa - Folha 31, Quadra especial, Nova Marabá.

Para mais informações, os interessados devem entrar em contato com a Coordenadoria de Cultura da Unifesspa pelo telefone (94) 2101-7134.

O espetáculo

Fruto de investigação desenvolvida pela atriz e pesquisadora carioca Gabriela Carneiro da Cunha, que integra o projeto “Margens – sobre rios, boiunas e vagalumes”, a peça teatral “Para a terra não há desaparecidos” objetiva discutir a violência que a ditadura militar brasileira instaurou a partir dos anos 1960 no país. Em Marabá, será exibida nos dias 14 e 15 de agosto, às 20h, no Cine Marrocos.

O trabalho transita entre a ficção e o documentário, e “Para a terra não há desaparecidos” é um poema cênico criado a partir da história de 12 mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram na região amazônica, em parte dos estados do Pará e Tocantins, onde se deu a guerrilha do Araguaia entre 1972 e 1975, local de forte resistência contra a violência e a ditadura.

“Mergulhar na história é revivê-la, mantê-la viva para repassar às próximas gerações os fatos que constroem a resistência no Brasil. A peça convida o público a refletir sobre esse episódio do passado recente do país ainda tão nebuloso. Certas coisas devem ser feitas: manter a chama acesa, relembrar e iluminar a história das lutas e dos lutadores, com todas as contradições que cada luta carrega”, destaca a diretora Georgette Fadel.

Como parte de profunda e detalhada pesquisa sobre o tema, a equipe e o elenco da peça realizaram uma viagem até o sul do Pará com a diretora, a autora e as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke e Mafalda Pequenino, para uma vivência na região com as pessoas do lugar, ouvindo-as e às suas histórias e lembranças.

O cineasta Eryk Rocha documentou todo o percurso da equipe durante os dias de viagem, e os registros audiovisuais, entre rostos e paisagens, serão projetados no palco durante a apresentação do espetáculo, criando um diálogo com as atrizes. Além das imagens, os sons captados do rio Araguaia acompanham algumas cenas, transportando o público para o local, convidando o espectador a mergulhar na dramaticidade da história.

Como as mulheres retratadas na peça eram de diferentes cidades, a equipe é formada por artistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia. Na circulação da peça pela região do Araguaia, no estado do Pará, o elenco terá a participação da paraense Vandiléia Foro, atriz com larga experiência e bastante conhecida pelo público local.

O trabalho vem itinerando pelos estados do Tocantins e foi ou será mostrado nas cidades de Palmas, Araguaína e Xambioá, e seguirá para Goiás após a temporada no Pará.

A peça é dedicada à Dinalva, Dinaelza, Helenira, Maria Lúcia, Áurea, Luiza, Lúcia Maria, Telma, Maria Célia, Jana, Suely e Walkiria, aos moradores da região do Araguaia, e a Paulo Fonteles Filho, a quem a autora agradece in memoriam porquanto por meio dele as portas foram abertas e a pesquisa se tornou possível, e é com profunda emoção que este circuito é realizado na terra onde permanecem desaparecidas as corajosas mulheres acima citadas, e outras centenas de pessoas, camponeses, indígenas, invisibilizados por uma história arbitrária e que insiste em não registrar seus nomes.

Serviço:

Oficina de Teatro Gratuita: “Para a Terra não há Desaparecidos”

Inscrições online, acesso no link - https://bit.ly/2ZMATEH

Dias:

13/08 - 14h às 19h

14/08 - 9h às 14h

15/08 - 9h às 14h

Local: Unidade I, da Unifesspa. Folha 31, Quadra especial, Nova Marabá

Peça teatral “Para a terra não há desaparecidos” – entrada gratuita

Classificação: 14 anos

Dias de exibição: 14 e 15 de agosto, às 20h

Local: Cine Marrocos, Velha Marabá

Direção – Georgette Fadel

Dramaturgia – Grace Passô

Elenco: Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke, Gabriela Carneiro da Cunha, Luciana Froés, Mafalda Pequenino, Sara Antunes e Vandiléia Foro.

Direção audiovisual: Eryk Rocha

Produção: Aruac Filmes e Corpo Rastreado/ Ludmilla Picosque

Patrocínio: Programa Petrobras Distribuidora de Cultura

Apresentações anteriores

2018:

- Contemplado com o edital de circulação da Petrobrás Distribuidora com o projeto: Guerrilheiras Belém Brasília- para apresentar a peça e oferecer oficinas e debates em 9 cidades: Belém, Marabá, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, Xambioá, Araguaína, Palmas, Goiânia e Brasília.

2017:

- Cena Contemporânea 18° Festival Internacional de Teatro de Brasília

- Poá em Cena - 24° Festival Internacional de Teatro de Porto Alegre

- Escola Florestan Fernandes (MST)

- Sesc Ribeirão Preto

2016:

- Itaú Cultural ( SP)

- Temporada em São Paulo, no Sesc Belenzinho

- Escola Livre de Teatro de Santo André ( SP) dentro da programação do Seminário Internacional "A Justa Rebeldia das Mulheres na América Latina e Caribe"

2015:

- Estreia e temporada no Teatro de Arena do Espaço Sesc Copacabana RJ.

Oficina Guerrilheiras

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