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Momento histórico: Foi lançado na Unifesspa novo mapa da Cartografia Social dos babaçuais

  • Publicado: Quarta, 09 de Maio de 2018, 11h46
  • Última atualização em Quarta, 09 de Maio de 2018, 16h01
  • Acessos: 475

Destaque Mapa SocialNa tarde da última terça-feira (08/05) foi realizado no Auditório da Unidade I - o lançamento do mapa da “Nova Cartografia Social dos babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu”.

O lançamento do mapa fez parte do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia (PPGCSPA), numa realização da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com apoio da Ford Foundation.

Como acolhimento aos participantes, a programação iniciou com cantos de resistências e lutas das quebradeiras de coco babaçu. Um desses cantos intitulado “Mãe Palmeira” emocionou os presentes.

Foi feita uma breve apresentação para que os participantes entendessem o projeto que culminou com o lançamento do mapa. Durante esta trajetória, os envolvidos nele realizaram trabalho de campo, georreferenciamento, reuniões e encontros de movimentos sociais e pesquisadores para levantamento e debate das questões em situação de pesquisa. Foi feita a retomada de mapas produzidos no âmbito da nova cartografia social da Amazônia e de fontes externas.Mapa social 1

A programação contou com uma sessão de apresentação do mapa - “Nova Cartografia Social dos babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu”, com a participação do professor Alfredo Wagner de Almeida e da representante do MIQCB - Francisca Silva Nascimento, com o auxílio das coordenações regionais do MIQCB do Piauí, Pará Maranhão e Tocantins.

Os presentes participaram de um debate sobre o tema: “Diálogos de pesquisa: Quebradeiras de coco babaçu e nova cartografia social”, no qual puderam esclarecer dúvidas e contribuir com a temática.

“É muito importante estarmos aqui no lançamento do mapa para dizer que a gente existe. Se as quebradeiras existem é porque existem os babaçus. Infelizmente, para o governo não existem mais florestas de babaçu. Isso é um engano – tanto que as quebradeiras estão aqui dizendo que nós estamos vivendo da floresta de babaçu. Todos os pontos que estão neste mapa têm uma história. No mapa está retratado onde estão as quebradeiras de coco, o enfrentamento aos grandes empreendimentos, fortalecimento das mulheres nas suas bases (comunidades), as dificuldades que cada uma enfrenta com as cercas elétricas e os búfalos, por exemplo. Queremos mostrar com o mapa que não existem babaçuais apenas nesses estados (Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão), mas em todo o Brasil, tanto que os indígenas também quebram o babaçu. Somos o maior movimento de mulheres quebradeiras de coco da América Latina e estamos aqui para agradecer a cartografia social por esse trabalho importantíssimo que foi desenvolvido”, destacou a representante do MIQCB Francisca Nascimento.

Durante o evento, foram expostos produtos extraídos do coco babaçu como o azeite, farinha, biscoitos, cocadas e até sabonetes.

Para a professora Rita de Cássia Costa, “o evento foi muito gratificante porque deu destaque às quebradeiras de coco que são as agentes sociais que se coadunam diretamente com o projeto desenvolvido. O lançamento do mapa foi uma oportunidade não só de se problematizar, mas também de buscar soluções para as questões sociais, territoriais e de meio ambiente que envolvem os babaçuais. Há muitas questões envolvidas e que foram destacadas pelas quebradeiras de coco envolvendo a queima dos babaçuais e o envenenamento deles, por exemplo. A professora pesquisadora da Unifesspa destacou ainda que a Universidade já foi demandada com a realização de ações de extensão como palestras educativas que destaquem as questões de fortalecimento das práticas produtivas", pontuou.

Entre as autoridades presentes no evento estavam - a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco (MIQCB) Francisca Silva Nascimento, coordenadora do MIQCB Regional Pará - Jucilene Rodrigues de Souza, coordenadores do PNCSA – Alfredo Wagner de Almeida e Rosa Elizabeth Acevedo Marin, coordenador do Projeto de Cartografia Social dos Babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu – Jurandir Santos de Novaes, coordenadora do projeto na Unifesspa – Rita de Cássia Costa, além de representações institucionais da Unifesspa, Emater, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Programa Territórios da Cidadania (Codeter), Cofama e Ministério Público.

As quebradeiras de coco do MIQCB também participarão de eventos ligados ao tema hoje (09/05) em São Domingos do Araguaia e amanhã (10/05) na comunidade Santa Rita em Brejo Grande do Araguaia.Mapa social 3

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