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Projeto de Ensino tematiza desigualdade de gênero no ambiente universitário

  • Publicado: Terça, 24 de Novembro de 2020, 15h35
  • Última atualização em Quarta, 25 de Novembro de 2020, 10h21
  • Acessos: 230

UnielasA temática das relações de gênero e das desigualdades em torno dessa questão sempre acompanharam a professora Laila Drebes, docente do Instituto de Estudos do Trópico Úmido (IETU), em Xinguara. E foi durante o Período Letivo Emergencial (PLE), que a professora decidiu colocar em prática a discussão sobre gênero no ambiente universitário, por meio de um projeto de ensino.

O projeto, intitulado, "Estratégias educativas digitais de formação para a igualdade de gênero no âmbito universitário utilizando o Instagram", ganhou vida no perfil @unielas - Coletivo Feminista Universitário, no Instagram, com a intenção de aproximar o debate, principalmente, dos estudantes da Unifesspa. A ideia é disseminar conhecimentos científicos interdisciplinares sobre as relações de gênero que contribuam para a desconstrução de estereótipos e preconceitos por meio de uma página no Instagram.

“Essa foi uma demanda que chegou a mim durante o PLE, em um momento em que o curso de Medicina Veterinária promoveu um evento sobre pluralidade. Nessa ocasião me convidaram para fazer uma fala a respeito das mulheres nas Ciências Agrárias. Esse foi um momento de discussão entre os palestrantes e a comunidade acadêmica.” Conta a docente sobre como a ideia se transformou em uma proposta voltada ao Programa de Apoio ao Discente Ingressante (PADI).

Trazer o debate para o ambiente universitário é desafiador. Para Laila, foi marcante a fala das professoras e das estudantes que relataram situações de desigualdade dentro da universidade. “Esse foi o start necessário para tirar essa ideia do pensamento e trazer para o papel”, conta.

Com a formalização do projeto, a docente, juntamente com a bolsista, trabalha na curadoria dos materiais postados, assim como nos demais conteúdos do perfil. Diante da necessidade do ensino remoto, o Instagram foi pensado como a plataforma mais pertinente para a ação. “Nós escolhemos o Instagram em virtude do PLE e também da importância dessa ferramenta na formação de nossos jovens, que os alunos usam muito essa ferramenta não apenas para o entretenimento, mas também para contato com diferentes tipos de conteúdo”, destaca Laila.

Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), de 2018 divulgados este ano revelam, por exemplo, que as mulheres latinoamericanas passam três vezes mais tempo dedicadas ao trabalho doméstico e não remunerado do que os homens, e acumulam, muitas vezes, essas atividades com o trabalho remunerado. Em relação a renda, 27,5% das mulheres não dispõem de recursos próprios. Enquanto homens, são 13,1% da população.

Diante de um quadro que ainda parece estar longe de mudar, as integrantes do projeto querem ir mais longe: "conforme a comunidade acadêmica vá interagindo conosco ela também se apropria do coletivo, e queremos que isso seja emancipador. Meu sonho é que, em algum momento, daqui para frente, o Unielas seja colocado em prática e levado adiante pelas próprias estudantes”, finaliza a docente.

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