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Palestra comemora “Darwin Day”

Publicado: Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 11h39 | Última atualização em Segunda, 13 de Fevereiro de 2017, 17h12 | Acessos: 420
11/02/2017 - 09:46

Uma palestra sobre neurociência evolutiva marca a primeira comemoração ao “Darwin Day” da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá, nesta segunda-feira (13). O evento acontece a partir das 18h30, no auditório do Campus I em celebração ao aniversário de nascimento de Charles Darwin, lembrado neste domingo (12), e às contribuições da biologia evolutiva para as ciências em geral.

Conforme o bacharel em Biologia, mestre em Ecologia e Evolução e doutor em Biologia Animal, Danilo Elias de Oliveira, que atua como professor de Zoologia e Evolução do Instituto de Estudos em Saúde Biológicas, da Unifesspa, o “Darwin Day” é comemorado porque Charles Darwin é a figura “mais importante nas ciências biológicas e uma das mais importantes para toda a ciência, que mais revolucionou o pensamento científico”.

A palestra, promovida pelo curso de Ciências Biológicas, é aberta ao público e acontece em colaboração com a NeuroLiga - Liga Acadêmica de Neurociências de Marabá. Intitulada de "Interfaces entre Neurociências e Evolução: Cérebro, Comportamento e Evolução", será ministrada pelo professor Caio Maximino de Oliveira, psicólogo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e doutor em Neurociências e Biologia Celular pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

De acordo com Danilo de Oliveira, os seres humanos se sobressaíram como espécie em decorrência de possuírem cérebros maiores e mais complexos - capazes de realizar atividades que outras espécies não alcançam - em um nível de sociabilidade que poucos grupos no planeta possuem. “Existem espécies sociais, como abelhas, formigas e cupins, mas na nossa espécie surge uma série de características especiais a partir dessa evolução e, portanto, o cérebro humano está de certa forma no centro da evolução humana”, declara.

Ele destaca que – pelos conceitos e termos apresentados –  aqueles que já possuem noções da teoria da evolução e biológicas poderão tirar maior proveito da apresentação, mas a palestra será ministrada para toda a comunidade interessada. “Ao final haverá sessão de perguntas para que possamos conversar sobre tudo isso”, diz, acrescentando que a teoria da evolução costuma ser um tema bastante polêmico.

“Trata-se de um país de maioria cristã - 80% dos habitantes - que se rege pela bíblia e muitos grupos a seguem em sentido literal, crendo no criacionismo em sete dias e que todas as espécies foram criadas de forma independente umas das outras, ou seja, que não surgiram de um ancestral em comum, mas não é isso que os fatos apontam. Já temos uma quantidade extensa de fatos corroborando a afirmação que todos descendemos dos mesmos ancestrais. As espécies surgem em eventos de especiação e morrem em eventos de extinção”, declara.

O professor destaca ser interessante analisar o presente a partir desta ótica, uma vez que, segundo a teoria da evolução, todos os seres vivos teriam evoluído a partir das mesmas espécies. “Somos irmãos em certa linha de pensamento, compartilhamos a mesma história, mas infelizmente essa visão ainda é alvo de muito debate principalmente aqui no Brasil, por uma maioria que não possui oportunidades como esta de se informar sobre os fatos, argumentos e pistas que podemos tirar da biodiversidade e que nos indicam essa ancestralidade em comum. Eventos como este são excelentes momentos para discutir isso e trazer mais informação para a sociedade”, comenta.

Semana do cérebro

No próximo mês, entre os dias 13 e 17, a NeuroLiga promove também a quinta edição da “Semana do Cérebro” em Marabá. Trata-se de uma campanha global voltada à divulgação de avanços resultantes de estudos envolvendo o cérebro e mobiliza universidades, hospitais, órgãos governamentais e outras organizações com o objetivo de popularizar os conhecimentos na área.

A programação do evento ainda está em construção, porém os organizadores já adiantaram que serão oferecidas diversas atividades como Laboratório Aberto de Práticas, palestras, projeções de filmes, minicursos e oficinas de capacitação em três turnos. 

(Luciana Marschall)

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